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Conflito no Oriente Médio concentra impactos diplomáticos e econômicos globais, analisa especialista da UNESP

  • Foto do escritor: publicabcp
    publicabcp
  • 24 de mar.
  • 2 min de leitura


No episódio do podcast Mundo e Política, produzido pela UNESP, Marcelo Fernandes de Oliveira, docente especialista em relações internacionais do Departamento de Ciências e Políticas Econômicas do campus de Marília, analisa os desdobramentos do conflito em curso no Oriente Médio


O professor avalia que o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial, é o principal gatilho da instabilidade global. A China é o país mais exposto, pressionada simultaneamente pelo bloqueio norte-americano ao petróleo venezuelano. A Europa enfrenta vulnerabilidade no fornecimento de gás, intensificada desde a guerra na Ucrânia. O especialista alerta que o risco de alargamento do conflito, com reativação de tensões no Líbano, Iraque e países do Golfo, eleva o grau de imprevisibilidade para toda a região.


No que diz respeito ao Brasil, Oliveira aponta efeitos diretos: o país depende do Irã como fornecedor de fertilizantes e exporta proteínas animais para o Oriente Médio. A alta no petróleo tende a se propagar em inflação, aumento de juros e pressão sobre a dívida pública, com possíveis reflexos no cenário eleitoral de 2026. Ainda assim, o professor avalia que a postura de neutralidade pragmática do Itamaraty (preservando relações com o Irã, avançando no acordo Mercosul-União Europeia e mantendo diálogo com Washington) posiciona o Brasil como um "porto seguro" em um contexto de crescente aversão ao risco geopolítico.


O episódio completo está disponível no site Unesp.


Em resumo:

  • O fechamento do Estreito de Ormuz ameaça 20% do fornecimento global de petróleo e desestabiliza cadeias logísticas e energéticas em múltiplas regiões.


  • A China é o país mais vulnerável energeticamente; a Europa enfrenta impacto expressivo no fornecimento de gás.


  • Para o Brasil, os principais riscos são a alta nos fertilizantes, queda nas exportações de proteína animal e repasse inflacionário via combustível.


  • A neutralidade pragmática brasileira é avaliada como estratégia adequada para preservar parcerias e atrair investimentos em meio à instabilidade global.



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