Teresa Marques analisa as conexões transnacionais do bolsonarismo nos Estados Unidos

Teresa Cristina Schneider Marques, professora de Sociologia, Ciência Política e Relações Internacionais da PUCRS, é a convidada do novo episódio do Chutando a Escada, em parceria com o Observatório da Extrema Direita (OED). Em conversa com Guilherme Casarões e Davi Magalhães, ela discute as articulações internacionais do bolsonarismo a partir de pesquisa de campo recente na Flórida.
Com base em seus estudos sobre exilados brasileiros durante a ditadura, Teresa sustenta que o exílio deixou de ser isolamento e passou a funcionar como estratégia de continuidade de projetos políticos. Para explicar o voto expressivo em Bolsonaro entre brasileiros nos Estados Unidos, ela destaca o peso das relações bilaterais na vida do migrante, o papel das igrejas como espaços de socialização e a herança do trauma anticomunista do exílio cubano.
A pesquisadora também aborda o papel dos migrantes como disseminadores de ideias, intermediários e mobilizadores do voto no exterior, que em 2026 reúne mais de 900 mil eleitores aptos. Sobre a atuação de Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo junto ao governo Trump, avalia que o ativismo transnacional pode se voltar contra quem o promove no país de origem.
No boletim, Davi Magalhães comenta as vitórias da AfD na Alemanha, a corrida presidencial francesa e as fissuras no trumpismo.
Escute o episódio completo no site Chutando a Escada e no Spotify.
Em resumo:
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