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Teresa Marques analisa as conexões transnacionais do bolsonarismo nos Estados Unidos

Foto do escritor: publicabcp
publicabcp
há 7 dias
2 min de leitura


Teresa Cristina Schneider Marques, professora de Sociologia, Ciência Política e Relações Internacionais da PUCRS, é a convidada do novo episódio do Chutando a Escada, em parceria com o Observatório da Extrema Direita (OED). Em conversa com Guilherme Casarões e Davi Magalhães, ela discute as articulações internacionais do bolsonarismo a partir de pesquisa de campo recente na Flórida. 


Com base em seus estudos sobre exilados brasileiros durante a ditadura, Teresa sustenta que o exílio deixou de ser isolamento e passou a funcionar como estratégia de continuidade de projetos políticos. Para explicar o voto expressivo em Bolsonaro entre brasileiros nos Estados Unidos, ela destaca o peso das relações bilaterais na vida do migrante, o papel das igrejas como espaços de socialização e a herança do trauma anticomunista do exílio cubano.


A pesquisadora também aborda o papel dos migrantes como disseminadores de ideias, intermediários e mobilizadores do voto no exterior, que em 2026 reúne mais de 900 mil eleitores aptos. Sobre a atuação de Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo junto ao governo Trump, avalia que o ativismo transnacional pode se voltar contra quem o promove no país de origem. 


No boletim, Davi Magalhães comenta as vitórias da AfD na Alemanha, a corrida presidencial francesa e as fissuras no trumpismo. 


Escute o episódio completo no site Chutando a Escada e no Spotify. 


Em resumo:

  • Teresa Marques (PUCRS) discute as articulações transnacionais do bolsonarismo a partir de pesquisa de campo na Flórida.


  • Para a pesquisadora, o exílio se tornou estratégia de continuidade de projetos políticos.


  • Relações bilaterais, igrejas e o trauma anticomunista ajudam a explicar o voto bolsonarista entre brasileiros nos EUA.


  • Migrantes atuam como disseminadores de ideias, intermediários e mobilizadores do voto no exterior.


  • O caso do tarifaço mostra que o ativismo transnacional pode se voltar contra quem o promove.




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