Eleição para secretário-geral da ONU ocorre em contexto de crise da ordem internacional
- publicabcp
- 26 de mai.
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O episódio do Pod Mundo e Política traz a análise de Kimberly Digolin, pesquisadora do Grupo de Estudo de Defesa e Segurança Internacional do Instituto de Políticas Públicas e Relações Internacionais da UNESP, sobre a eleição para o próximo secretário-geral da ONU, cujo processo se estende ao longo de 2026. O cargo será assumido em 1º de janeiro de 2027, após a nomeação formal pela Assembleia Geral.
A pesquisadora destaca que, embora a escolha formal caiba à Assembleia Geral, na prática o processo é definido pelo Conselho de Segurança e, mais especificamente, pelo chamado filtro dos P-5: os cinco membros permanentes com poder de veto (Estados Unidos, China, Rússia, França e Reino Unido).
Isso significa que o candidato mais cotado nem sempre é o escolhido; frequentemente vence aquele que gera menos resistência entre as grandes potências. A eleição de 2026 ocorre em um contexto de fragmentação geopolítica, guerras prolongadas e crescente questionamento sobre a capacidade da ONU de atuar diante das crises atuais. Soma-se a isso uma demanda histórica: a organização nunca teve uma mulher no cargo em mais de 80 anos de existência.
Em resumo:
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