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Instrumentalização política de Trump na Copa do Mundo 2026 é tema de episódio do Pod Mundo e Política

  • Foto do escritor: publicabcp
    publicabcp
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura


Episódio do Pod Mundo e Política, produzido pela UNESP, recebe Renato Campione de Silos Ortega, mestrando pelo programa de pós-graduação em Relações Internacionais San Tiago Dantas, parceria entre UNESP, Unicamp e PUC-SP. 


A conversa analisa a instrumentalização política feita pelo governo Trump em torno da Copa do Mundo 2026, encerrada no último domingo, 19 de julho, e marcada por episódios como a interferência de Trump junto à FIFA para anular a suspensão de um jogador americano, o veto de entrada ao árbitro somali Omar Arten e a censura ao uniforme da seleção do Haiti.

Ortega contextualiza esses episódios a partir da relação histórica entre FIFA e Estados Unidos, marcada por altos e baixos desde os anos 1970 e por um interesse político que remonta a nomes como Henry Kissinger, Bill Clinton e Barack Obama


Ele descreve como a derrota americana na disputa pela sede da Copa de 2022 azedou essa relação, cenário revertido por uma aproximação estratégica entre Gianni Infantino e Trump, que o pesquisador caracteriza como subserviência da FIFA aos interesses americanos, em contraste com as exigências historicamente feitas a outros países-sede, como o Brasil.


Ortega situa ainda a Copa dentro de um padrão mais amplo de busca por exposição midiática de Trump em grandes eventos esportivos, com resultados nem sempre favoráveis à sua imagem, como as vaias recebidas na cerimônia da final e nas finais da NBA.



Em resumo:

  • O episódio recebe Renato Campione de Silos Ortega, mestrando pelo programa San Tiago Dantas (UNESP, Unicamp e PUC-SP), para comentar a instrumentalização política na Copa do Mundo 2026.

  • Trump interveio para anular uma suspensão disciplinar de um jogador americano, gerando revolta na UEFA e críticas do Conselho da Europa.

  • Controles migratórios dos EUA impediram a entrada do árbitro somali Omar Arten e forçaram a mudança do centro de treinamento do Irã para o México.

  • A seleção do Haiti foi proibida de usar uniforme com referência histórica à independência do país, por decisão da FIFA.

  • Ortega descreve a relação entre FIFA e o governo Trump como estratégica, marcada por subserviência da entidade em contraste com exigências feitas anteriormente a países-sede.



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