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Arquivos norte-americanos revelam bastidores da ditadura brasileira em episódio do Chutando a Escada

  • Foto do escritor: publicabcp
    publicabcp
  • 11 de jun.
  • 2 min de leitura

O episódio 399 do Chutando a Escada, produzido em parceria com o Observatório Político dos Estados Unidos (OPEU), recebe o historiador Felipe Loureiro, professor do Instituto de Relações Internacionais da USP e autor do livro Olhares Ianques: a Ditadura Brasileira nos Arquivos Norte-Americanos, publicado pela Companhia das Letras. 


A conversa, mediada pela por Tatiana Teixeira e Hannah de Gregório Leão (OPEU), explora como a documentação diplomática norte-americana (telegramas, memorandos de conversação e relatórios confidenciais) permite reconstituir os bastidores da relação entre os Estados Unidos e o regime militar brasileiro ao longo de seus 21 anos de duração.


A partir dos arquivos, Loureiro discute a ampla capilaridade da rede de interlocução que diplomatas norte-americanos mantiveram com militares, empresários, jornalistas, líderes políticos e movimentos sociais brasileiros durante a ditadura. O episódio aborda ainda o apoio do empresariado ao AI-5, a postura contraditória do governo norte-americano diante da repressão, e o que documentos ainda classificados, como o plano operacional da Operação Brother Sam, podem revelar sobre o golpe de 1964 e o processo de redemocratização. A conversa também traça paralelos entre os mecanismos de adesão ao autoritarismo naquele período e dinâmicas políticas recentes no Brasil.




Em resumo:

  • O processo de seleção do secretário-geral da ONU inclui diálogos públicos com estados membros, votações informais no Conselho de Segurança (Straw Polls) e nomeação final pela Assembleia Geral.

  • Na prática, o Conselho de Segurança, especialmente os P-5, define quem chega à nomeação final.

  • A eleição ocorre em contexto de rivalidade entre grandes potências, guerras prolongadas e crise de legitimidade das instituições multilaterais.

  • Há uma regra não escrita de rotação regional que favoreceria, neste ciclo, um candidato ou candidata da América Latina, preferencialmente uma mulher.

  • O próximo ocupante do cargo enfrentará o desafio de reconstruir a relevância da ONU dentro de estruturas de poder consideradas desatualizadas.



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