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Pesquisadora da UNESP analisa crise humanitária e impasse político no Líbano

  • Foto do escritor: publicabcp
    publicabcp
  • 23 de jun.
  • 1 min de leitura


Em episódio do Podcast Mundo & Política, Karime Cheaito, doutoranda em Relações Internacionais pelo Programa de Pós-Graduação Santiago Dantas (UNESP/UNICAMP/PUC-SP) e pesquisadora na área de Segurança Internacional, discute o conflito no Líbano e seus desdobramentos humanitários e geopolíticos.


Cheaito situa o Líbano como epicentro de disputas regionais que envolvem Israel, Estados Unidos, Irã e o Hezbollah, ator central do chamado eixo da resistência. A pesquisadora aponta que, desde outubro de 2023, o país já soma mais de 3.600 mortos, 11.000 feridos e mais de 1 milhão de deslocados internos. 


Diante das tentativas fracassadas de cessar-fogo, ela explica o impasse estrutural: Israel exige o recuo do Hezbollah para além do Rio Litani, enquanto o grupo condiciona qualquer negociação à retirada completa das forças israelenses do território libanês. O estado libanês, fragilizado por crise econômica crônica e instituições enfraquecidas, não dispõe de capacidade bélica nem política para arbitrar o conflito.



Em resumo:

  • O Líbano registra mais de 3.600 mortos e 1 milhão de deslocados desde outubro de 2023.


  • O Hezbollah é descrito como o ator não estatal mais armado do mundo e peça central do eixo de resistência liderado pelo Irã.


  • Israel e EUA não reconhecem o Líbano como estado soberano pleno, mas como território que abriga uma ameaça estratégica.


  • O impasse no cessar-fogo reflete exigências incompatíveis: Israel não recua enquanto o Hezbollah não desarmar; o Hezbollah não negocia enquanto Israel não se retira.


  • A análise enquadra o conflito dentro de uma lógica colonial e imperialista que historicamente atravessa a região.




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